Imperador - parte 1

Sinopse: Eles não passavam de dados. Dados, eram apenas dados! Não eram vivos, NÃO PODERIAM SER vivos... Era apenas um jogo em que tinha que escolher um dos lados.. ele escolhera o lado das trevas.
Imperador

"O garoto gênio desaparece dentro de seu próprio quarto".

“Dias se passaram sem mais notícias.”

“Pais fazem apelo pelo seu filho”

Essas foram apenas algumas das muitas a manchetes que inundaram todo o Japão durante aquela semana de agosto. Ken Inchijouji, o menino prodígio de destaque por todo o país, já não se preocupava mais com esse mundo.

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Fora o barulho de dedos batendo nervosamente no teclado, o local continuava no mais completo silêncio. O dia já tinha se tornado madrugada e o rapaz não percebera, mas também não lhe importava, tinha de continuar seu trabalho.

Ele mantinha seu olhar fixo na enorme tela a sua frente- a imagem mudava diversas vezes, conforme partes lhe eram acrescidas ou retiradas.

Seus dedos já estavam inchados e vermelhos por debaixo das luvas,devido ao incessante movimento de digitação. Sentia seu corpo fraco e seus olhos ardendo fortemente, mas mesmo assim não parava. Nada impediria que ele concluísse seu trabalho, muito menos ele mesmo. Só descansaria depois que terminasse.

-Ken...-uma criaturinha verde lhe chamou fracamente fechando os olhos e tremendo logo em seguida, já com medo de ter uma punição por ter interrompido o rapaz.

O rapaz pouco se importou e fingiu não escutar,ainda mantendo sua atenção ao computador.

O bichinho então abriu os olhos, percebendo que não recebera punição,resolveu se atrever um pouco mais.

- Ken, você não vai pra casa?

Continuou a digitar, não seria interrompido por seres sem significância.

-Ken?

Sim, sim continuaria... Mais algumas horas lhe seriam o suficiente. O cansaço não lhe venceria... Sua cabeça latejava um pouco, mas mesmo a dor seria superada...

-Ken?

-CALA A BOCA!

Ken gritou, ainda sem se virar para a criaturinha verde com antenas, preferia poupar seus esforços para algo melhor e que, com certeza, valia mais a pena.

Wormmon olhou para o rapaz com os olhos entristecidos, porem a maior dor, estava contida em seu pequeno coração. Sua boas lembranças, tão carinhosas quanto distantes,eram constantemente apagadas por momentos ruins como aquele, sua preocupação e sentimentos eram invariavelmente pisoteados. Ele não tinha mais orgulho para ser ferido, sobrara apenas sua lealdade e amor para com aquele rapaz que lhe era tão cruel.

-Ken, por favor você tem que me ouvir, já está tarde e você deve estar cans..-

Uma chibatada lhe foi impiedosamente aplicada, e depois outra e outra...enquanto o rapaz gritava sem parar com ele, seus olhos fundos de tanto ódio, um ódio insensato e desmerecido.

-Já chega!!!!-gritava.- Meu nome não é Ken, eu sou o Imperador Digimon, o Imperador Digimon!!!QUANTAS VEZES VOU TER QUE REPETIR ISSO?????

Ele aplicava a punição com todas as forças que lhe restava, como se o pequeno tivesse culpa de qualquer coisa. Wormmon começou a se retorcer no chão e ele então parou de lhe bater. Olhou alguns instantes para um Wormmon caído e gemendo baixinho de dor. Ainda tentou levantar o chicote mais uma vez....

Acabou por desistir. Não valia a pena.

-Você tem sorte de eu estar cansado.-disse por fim.- Estou indo dormir, não mexa em nada entendeu?

-S....-sim.-murmurou baixinho, quase em um sussurro.

E lhe deu as costas, caminhando com passos rápidos. Wormmon deixou lágrimas rolarem quando não ouvira mais o caminhar do parceiro, as lágrimas eram mais de dor sentimental do que física. Chorou abafadamente por medo do Imperador escutar e lhe aplicar mais alguma punição.

- O que aconteceu com você Kenzinho?- murmurou para si.

Não, estava errado, aquele não era seu Kenzinho. Era o Imperador Digimon. Seu Kenzinho seria incapaz de maltratar digimons daquela maneira, seu Kenzinho seria incapaz de maltratá-lo daquela maneira. Ken era um garoto doce,gentil e bom, ele tinha certeza disso. Já o Imperador Digimon era um ser cruel, desprezível, capaz de todas as maldades possíveis...

Algumas vezes, Wormmon tinha um pequeno receio do que aconteceria consigo se continuasse ali. Não faria o Imperador com ele o que fazia com os demais Digimons? Não lhe tiraria a vida e se deliciaria com isso? Esse medo o deixava irritado consigo mesmo, como poderia um Digimon temer o seu próprio parceiro? Eles deveriam ser companheiros, aliados...

Amigos.

Mas o Imperador não concordava com essa condição, considerava-o fraco. Incapaz. Era um nada.

Talvez fosse um pouco fraco...Gostaria de ser mais forte muitas vezes. Mas não era incapaz e muito menos era um nada. Ken enxergava isso. Ou enxergaria isso algum dia. Um dia em que o Imperador Digimon não existisse. Um dia que restaria apenas o Ken. O seu Kenzinho.

Ele odiava o Imperador Digimon.

Não, talvez não odiasse o Imperador, afinal, Ken partilhava o mesmo corpo com ele, só estava um pouco escondido. Negar a presença do Imperador Digimon e desejar que ele nunca existisse- pelo menos naquele momento- era negar e pedir para que Ken não existisse também. Por isso Wormmon era tão terrivelmente insistente em chamar seu parceiro de Ken. Talvez chamando-o várias e várias vezes Ken poderia sobrepor o essa a esperança dele.

Wormmon se arrastou com certa dificuldade pelos corredores frios da base do Imperador. Parou em frente a uma porta semi-aberta, espiou o quarto escuro e entrou, fechando a porta atrás de si quão silenciosamente conseguiu.

Olhou para cama onde o rapaz repousava, com a cabeça virada para o teto,. Vagarosamente, deitou-se ao seu lado no chão, o encarou por alguns segundos e logo adormeceu.

Ken abriu os olhos quando teve a sensação de algo se aproximando dele, olhou para o lado e viu Wormmon dormindo no chão, ao lado de sua cama. Irritou-se intensamente. Um Digimon como aquele, imundo, fraco, inútil ao seu lado lhe manchava a imagem. Wormmon só poderia estar querendo irritá-lo com aquela atitude, não haveria outra explicação. Deitara-se aos pés de sua cama como um cão de guarda. Mas ele, um Imperador, JAMAIS precisaria de um cão de guarda inútil e sarnento. Ele era forte e tinha uma guarda forte também. Seu sangue fervia em seus pensamentos irracionais. Ele não precisava da preocupação- e muito menos da piedade contida nos olhos do digimon quando o fitava- de um VERME INÚTIL E NOJENTO como aquele.

Foi então que algo mais lhe veio a mente: talvez Wormmon pensasse ser tão poderoso quanto ele. Mas é claro, o que mais haveria de ser? Um digimon que lhe perseguia, lhe incomodava dia e noite só poderia achar estar no mesmo nível do Imperador Nenhum de seus lacaios lhe acompanhava tão incessante e mesmo seus digimons, dominados por anéis e espirais, lhe acompanhavam dessa maneira. A ira cedeu lugar ao escárnio, nenhum digimon poderia ser superior ao Imperador, afinal, ele controlava todos eles. Nenhum digimon...

E nenhum ser humano também.

Lembrou com desdém das crianças que vinham frequentemente atrapalhar seus planos, elas não eram um grande incomodo, porque de fato, conseguira reconquistar seu domínio em pouco tempo. Mas sim, elas eram um atraso, tantos elas quanto a seus pensamentos de digimons terem vida

"humpf!"- soltou .- Elas devem ter se apegado demais aqueles bichos, já que são os únicos que conseguem controlar ..."

Riu-se novamente. Imaginou que elas apenas viam vida por ter um sentimento forte para com aquelas criaturas. Mas ele não, ele era superior a aquilo tudo.

“São todos fracos! Eu não sou fraco, eu dominei as trevas, eu controlarei o mais poderoso digimon desse mundo" – resmungou.

Lembrou-se daquele garoto loiro que se atrevera a invadir sua base. Logo naquele momento em que o Imperador conseguira o poder das trevas de Devimon, no fundo do oceano, para seu mais precioso projeto...

Mas não, não era verdade o que aquele garoto dissera. Como seria o Imperador fraco, como poderia ser dominado pelas trevas? Não, ELE, O IMPERADOR dominaria as trevas, e não o contrário.

Ele tinha controle sobre tudo, e seu futuro e poderoso Digimon seria dele, programado para lhe obedecer.

Mas o garoto loiro parecia debochar. Parecia achar graça da certeza dos planos do Imperador. Desprotegido, avançara contra ele. Como ousara? Como uma pessoa, em sã consciência, ousaria avançar contra o Imperador Digimon daquela forma?!

Só um tolo humano, mesmo... É por isso que eram dados, somente dados... os digimons não chegariam a esse ponto, eram dados que foram programados para o obedecer! E ninguém mais avançaria nele novamente, e ele se vingaria... o garoto loiro, Davis, e todas as outras crianças intrometidas que estavam destruindo seu império de Torres Negras.

Já conseguira tudo o que precisava, estava perto, e quase pronto...

Sentiu as palpebras pesarem, o corpo dolorido clamava por um descanso. Olhou para o lado da cama com o canto do olho. Wormmon dormia pesadamente emitindo ruídos irritantes. Programas deveriam fazer barulho? Comer e dormir?

Programas deveriam ter a persistência e a aparência de seres vivos?

Não, Wormmon não era vivo, já analisara tudo o que precisava do Mundo Digital e de fato era tudo feito de dados e números codificados. Desde uma simples rocha aos digimons e seus movimentos, mesmo seu corpo eram apenas dados.

Permitiu-se fechar os olhos, ter sonhos , descançar o corpo para que o dia seguinte fosse ainda mais produtivo.

Sua maior criação ficaria pronta em breve.

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A continuação desta Fanfic será postada em breve.
Escrita por Lila.
Edgar Gonçalves  

eu vo querer ler tudo concerteza, pois wormmon é meu digimon preferido.

e ken ichijouji é o0 meu digiescolhido preferido.

Anônimo  

O meu também,vou continuar esperando a próxima edição.

guilherme(maderador da GPland)  

c@r@l#o!quem teve paciencia pra escrever isso tudo?deve ter sido o Ken mesmo^^

David estou aqui para fazer postagens dos artistas  
Este comentário foi removido pelo autor.
David mochi  

poem emp artes menores é melhor pra ler não cansa tanto

Caio Pereira  

ja li essa fic todinha.
vale muito parar o que está fazendo para ler. a Lila escreve muito bem!

guilherme(moderador da GPland)  

foi a lila que escreveu?ta muito bom mesmo!

Anônimo  

Otima Fanfic

Anônimo  

Não entendi nessa parte:"o garoto loiro, Davis, e todas as outras crianças intrometidas que estavam destruindo seu império de Torres Negras."
Quando ele fala de garoto loiro significa q Davis é loiro (--') ou ele(a)(já que quem escreveu é menina, mas quem tá pensando é um menino ;P) tá falando de Tk?(pq esse sim é loiro) hem?

andersone.a  

é ele nao sabe qual nome do tk

andersone.a  

é ele nao sabe qual nome do tk

Lila  

A então,o garoto loiro é o Takeru.É o que o Andersone falou, nessa parte do anime ele já tinha jogado uma partida de futebol contra o Davis,então sabia o nome dele. Mas ele não sabia o nome do Takeru e das outras crianças ;p

Luiz Fernando  

come se posta uma fanfic? quero postar uma!

Elcio Ricardo  

uma bosta

Kayuan  

Nossa Ficou Muiito Irada mesmo Adorei

Kayuan Júnior  

Poxxa Ficou Muito Loka A lili Pensa Muito Bem & Digita Muito Bem O Que sai de Suas Ideias